TRAMPOL-IN

Organização: Cerciespinho

Projecto da 1ª Edição do AMPlifica

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Para apresentar o Trampol-in, torna-se imperativo apresentar em 1.º lugar o Centro de Formação Profissional da Cerciespinho (CFP), local onde este projeto foi concebido e implementado. O CFP iniciou a sua atividade em 1989, tendo como objetivo principal a integração socioprofissional de pessoas com deficiência intelectual. De forma a atingir este objetivo, foram criados 3 serviços: Formação Profissional, Centro de Recursos do IEFP e Oficinas de Produção. A Formação Profissional e o Centro de Recursos são medidas “formatadas” e financiadas pelos Quadros Comunitários de Apoio e pelo IEFP respetivamente, o que condiciona fortemente o número de beneficiários/as a abranger e a duração da intervenção. Face a estes constrangimentos, surgiram as Oficinas de Produção (OP), com o objetivo de apoiarem alguns/algumas dos/as clientes da Cerciespinho em situação de extrema vulnerabilidade e risco, que após a conclusão de formação profissional, a não integração no mercado de trabalho, a inexistência de vagas nos Centros de Atividades Ocupacionais e a ineficácia das medidas de apoio à empregabilidade, regressam à situação de inativos/as, onde se agrava drasticamente a situação sociofamiliar, bem como uma série de outros problemas sociais associados. No entanto, esta medida não resolveu a questão do número de pessoas a abranger, continuando a ficar muito aquém do necessário, face ao esforço financeiro que exige por parte da entidade, visto que as OP são financiadas exclusivamente recorrendo a recursos da mesma.

Neste contexto, face ao problema social grave sobre o qual é urgente intervir, surge como resposta o Trampol-in. Este projeto pretende tornar as OP mais eficazes e eficientes na capacitação e na empregabilidade da pessoa com deficiência intelectual. Cada ação deste projeto tem a duração de 2 anos e passa por 3 fases distintas. Inicia-se com a elaboração do perfil de funcionalidade de cada beneficiário/a, delineando-se a intervenção com base numa avaliação individual exaustiva. Nesta fase a componente vocacional é também explorada. A 2.ª fase é a fase da capacitação, através do desenvolvimento de competências profissionais e do aumento da funcionalidade nas dimensões de vida comprometidas. A última fase consiste na adequação do perfil de funcionalidade a um determinado posto de trabalho e a customização do trabalho, de acordo com o perfil individual, sendo aqui crucial a rede de parcerias empresariais existente.

Em suma, o Trampol-in reúne as mais-valias de diversas respostas sociais específicas, assumindo uma intervenção global. A sua proposta de valor assenta no desenvolvimento de competências transversais, que correspondem ao desenvolvimento da funcionalidade nas várias dimensões de vida.

Espinho

Qual o problema social que a iniciativa tenta resolver?

Exclusão social e profissional das Pessoas com Deficiência e/ou Incapacidade (PCDI)